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domingo, 14 de outubro de 2012
«666-park-avenue»
Antes de mais, «666 Park Avenue» agradou-me mais do que eu esperava. Talvez por ter baixas expectativas, a surpresa foi maior. «666 Park Avenue» conseguiu-me prender do começo ao fim e sua trama é sim interessante e pode muito bem surpreender. Encadeada, tudo na série funciona como deveria, e a sensação de estarmos a ver um filme de terror é transportada para o pequeno ecrã. Mas nem tudo é perfeito, a começar pela falta de carisma dos protagonistas e de alguns personagens secundários,a escolha do elenco não foi das melhores.
«666 Park Avenue», constitui mais uma tentativa da ABC de impor uma série de suspense nas noites de domingo (666 é seguida por «Once Upon a Time» e «Revenge»). O título, bem escolhido, faz alusão à arquitetura dos prédios mais antigos e assustadores de Nova Iorque, que é na verdade a sombra do nome no prédio fictício, ‘999 Park Avenue’, popularmente conhecido como Drake.
Baseado em uma série de livros de Gabriella Pierce, «666 Park Avenue» gira em torno de casal do interior ‘Henry’ e ‘Jane’ (Dave Annable, de «Brothers & Sisters», e Rachael Taylor, de «Charlie’s Angels») que concordam em administrar um condomínio de apartamentos em Nova Iorque, onde os acontecimentos bizarros acabam por revelar uma sinistra história sobre os seus moradores.O casal chega para a entrevista quando o gerente do prédio, um violonista , morre misteriosamente, depois de um negócio oculto que mantêm com o casal dono do ‘Drake’, ‘Gavin’ (Terry O’Quinn, de «Lost») e ‘Olivia Doran’ (Vanessa Williams, de «Desperate Housewives»), estes sim escolhidos a dedo.
Aparentemente, o casal está cheio de segredos e mistério. ‘Gavin’ tem muitos traços de ‘John Locke’, personagem de ‘Terry’ em «Lost», além de certos poderes sobrenaturais. Muitos indícios são de ligação do personagem com o «mal», como se o próprio fosse a encarnação do «Diabo» e o prédio fosse algum tipo de inferno.
‘Jane’, que é uma arquiteta formada em História da arte e especializada em conservação histórica, vai «mais a fundo» e descobre alguns sinais misteriosos no prédio, mas os pensamentos são logo desviados pelo repentino interesse de ‘Olivia’.
De entre outros residentes o piloto dá também muita atenção a outro casal morador do prédio, o escritor ‘Brian’ (Robert Buckley, de «One Tree Hill») e ‘Louise’ (Mercedes Masöhn, de «The Finder»). Ela é uma fotografa em ascensão que trabalha para uma revista de moda e que parece só pensar no trabalho , e ele, trabalha em casa, na tentativa de escrever seu próprio livro e vive obcecado por uma vizinha sensual que mora no prédio ao lado. De repente, a assistente de ‘Louise’ demite-se e é estranhamente substituída pela vizinha.
Com personagens misteriosos e terror em doses certas , «666 Park Avenue» tem muito por onde explorar e só o tempo dirá o rumo que a série irá tomar.
Sem obter o desempenho de audiência esperado, mesmo tendo sido divulgada como uma das principais apostas da ABC para a Fall Season. Entre os 11 milhões de «Once Upon a Time» e 9.5 de «Revenge», «666» alcançou uns míseros 7 milhões. Que o seu futuro não seja negro, nem que seja preciso vender a alma ao «Diabo».
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domingo, 9 de setembro de 2012
"Os Observadores" - Revolution (ESTREIA)
J. J. Abrams atinge o fundo do poçoCom tantas séries com potencial a serem lançadas anualmente, além daquelas que jamais vimos e pertencem à lista de espera de qualquer fã de programas televisivos, certamente não há mais tempo para ser desperdiçado com bobagens que surgem aos borbotões, e Revolution é uma destas. Ainda que J. J. Abrams tenha revelado instantes de brilhantismo ao longo de sua carreira meteórica, chegou o momento do diretor, produtor, roteirista e criador de inúmeras obras começar a rever seus conceitos de “grandes idéias”.
O que incomoda nesta altura é certamente a presão. Julgando-se capaz de criar elaboradas tramas (a maioria nem tanto elaborada) que se cercam de insolúveis mistérios, Abrams não só vem reciclando sua desgastada fórmula como também parece, pouco a pouco, esquecer que o público cansou de produções de um só foco que, evidentemente, tentarão se espichar ao máximo por longas e exaustivas temporadas, bastando tomarmos como exemplo a cancelada The Event, que se anunciava como nova Lost e culminou em um cancelamento apressado.
E já que estamos falando de imersão nesse mundo sem qualquer tipo de energia há quinze anos, é preciso citar também os brilhantes figurino e maquilagem, que tornam os atores verdadeiros modelos em passarelas com indumentárias asseadas e novas, cabelos sempre penteados, raras barbas por fazer e muita maquilagem para deixar as protagonistas de bem com a câmera.
Como se não bastasse, o frágil guião de Eric Kripke ainda insiste, mesmo que já estejamos completamente alheios àquele mundo quase onírico, que diversas coincidências são extremamente prováveis. Logo, não é de se assustar quando vemos o jovem Jimmy, asmático, apenas para satisfazer às necessidades de uma história vagabunda, encontrar em sua fuga justamente um campo florido onde há pólen em suspensão, que o leva, obviamente, a um ataque de asma. Curiosamente, perto desse campo há uma residência, e dentro dela, uma simpática senhora que, adivinhem só, possui bombinhas para asma! Mas como se o circo ainda não estivesse montado, Kripke ainda deixa o melhor para o final do seu piloto, quando sabemos que a senhora hospitaleira está extremamente envolvida com a tal trama conspiratória furada que Revolution tenta estabelecer.
Com todos os aspectos técnicos falhados e ainda com um script mais falso que vendedor de seguros, será que seria pedir demais por atuações convincentes? No caso do programa em questão, a resposta é sim, visto que Abrams e seus produtores resolveram fornecer o pacote completo. Com exceção dos bons e únicos minutos iniciais do enredo, não há um só instante em que consigamos captar envolvimento e desenvolvimento de atores e personagens, principalmente entre o núcleo mais jovem do elenco. Só a título de exemplo, numa cena onde a protagonista dialoga com seu tio, o momento a que chega a beirar a comicidade dada a artificialidade nas expressões de Tracy Spiridakos, que exagera nas caretas e inflexões ao ponto de acharmos que sua personagem está para cuspir um alien.
Com todos os aspectos técnicos falhados e ainda com um script mais falso que vendedor de seguros, será que seria pedir demais por atuações convincentes? No caso do programa em questão, a resposta é sim, visto que Abrams e seus produtores resolveram fornecer o pacote completo. Com exceção dos bons e únicos minutos iniciais do enredo, não há um só instante em que consigamos captar envolvimento e desenvolvimento de atores e personagens, principalmente entre o núcleo mais jovem do elenco. Só a título de exemplo, numa cena onde a protagonista dialoga com seu tio, o momento a que chega a beirar a comicidade dada a artificialidade nas expressões de Tracy Spiridakos, que exagera nas caretas e inflexões ao ponto de acharmos que sua personagem está para cuspir um alien.

Salvando-se apenas por algumas cenas de ação de propriedade de Jon Favreau, o episódio-piloto desta série, Revolution escancara a sua realidade até para os que não desejarem enxergá-la: apenas uma cena introdutória de poucos segundos que surge interessante, somada a quarenta e três minutos de mais do mesmo, onde draminhas artificiais se desenvolvem, piadinhas com nerds surgem a todo instante, e uma história reciclada e liquidificada com tudo o que há de pior na TV nos é entregue numa embalagem de “a nova obra revolucionária de J. J. Abrams”.
Bem, caros leitores, quanto a vocês, não sei. Mas minha experiência esta série não passará de uma primeira e péssima temporada! Voltamos para a semana dia 16 setembro (domingo).
Género: Drama, Ficção Cientifica, Ação/Aventura, Misterio
Episódios: 1 episódio de aproximadamente 43 minutos (PILOTO)
Autor: Eric Kripke
Elenco: JD Pardo, Zak Orth, Maria Howell, David Lyons, Daniella Alonso, Billy Burke, Giancarlo Esposito, Tim Guinee, Elizabeth Mitchell e Tracy Spiridakos
Produtores Executivos: J. J. Abrams, Bryan Burk, Eric Kripke
Produção: Warner Bros. Television, Bad Robot Productions
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